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| Trabalho abençoado | ||
| por Cezar Andrade Marques de Azevedo | ||
Estaremos enviando à Câmara Municipal o anteprojeto de Lei Complementar instituindo o Plano Diretor de Dourados. Nele constam diretrizes para o desenvolvimento econômico integrado, pois neste mundo globalizado somente as regiões que verdadeiramente primam pela qualidade são capazes de fazer frente à concorrência. Assim como o Presidente percorre as nações buscando investimento o Prefeito deve assumir o papel de promotor dos negócios de seu município. O desenvolvimento gera empregos. Empregos estabilizam famílias. Pessoas motivadas tornam-se empreendedoras. Novas empresas surgem e alimentam todo este ciclo. “E quanto ao homem a quem Deus deu riquezas e bens, e poder para desfrutá-los, receber o seu quinhão, e se regozijar no seu trabalho, isso é dom de Deus” (Eclesiastes 5:19). Poucos têm o trabalho como um dom, uma dádiva, um presente de Deus. Para muitos o trabalho faz parte da maldição introduzida juntamente com o pecado e sua concepção de vida cristã é deitar-se à sombra de uma árvore e esperar que Deus lhe entregue tudo nas mãos. Infelizmente muitos cristãos que carregam suas Bíblias debaixo dos braços dão péssimo testemunho onde trabalham, são ociosos, desmotivados, incapazes de fazer mais do que lhe pedem. Alguns estudam detalhadamente a legislação trabalhista para ver como podem receber mais que o direito sem sacrificar-se, ou seja, ganhar sem trabalhar. Contudo a Bíblia é pródiga em conselhos sobre qual deva ser a conduta cristã nesta área. Apenas citando o apóstolo Paulo, ele declara: “e procureis viver quietos, tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo mandamos, a fim de que andeis dignamente para com os que estão de fora, e não tenhais necessidade de coisa alguma” (I Tessalonicenses 4:11,12). Paulo não só aconselha, como também exorta: “Porque, quando ainda estávamos convosco, isto vos mandamos: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia; a estes tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão” (II Tessalonicenses 3;10-12). E para que não fique dúvida sobre o seu próprio procedimento Paulo testemunha de si mesmo: “Porque vós mesmos sabeis como deveis imitar-nos, pois que não nos portamos desordenadamente entre vós, nem comemos de graça o pão de ninguém, antes com labor e fadiga trabalhávamos noite e dia para não sermos pesados a nenhum de vós” (II Tessalonicenses 3:7,8). Este exemplo Paulo recebeu do próprio Jesus, a quem nós devemos imitar. Disse Jesus: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” (João 5:17) E do Pai celestial lemos: “Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera” (Gênesis 2:2). E quando o homem foi colocado no Éden, antes do pecado ter entrado no mundo, lemos: “Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden, para o lavrar e guardar” (Gênesis 2:15). Todos se lembram das árvores do jardim, mas poucos percebem que Adão foi colocado ali não para viver conforme o adágio popular: “com sombra e água fresca”, antes para ser um homem produtivo, sendo este o eterno propósito de Deus para conosco. O que não pertence ao trabalho é a maldição que lhe foi agregada: “maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos” (Gênesis 3:17,18), ou seja, a fadiga e a estafa; a dor e o desgosto; a bancarrota e a falência, sendo que isto não faz parte dos propósitos divinos para a vida do homem. Enfim, a suma do que estamos dizendo é que o trabalho é um dom de Deus para o homem. Por meio dele se adquire as riquezas que engrandecem uma região. Queira Deus que Dourados possa ter uma política de desenvolvimento integrada moderna, dinâmica, empreendedora. Mas, acima de tudo, queira Deus que o Seu povo possa se despertar, se motivar, se aplicar ao trabalho, pois fazendo isso terá como contribuir para com a obra de Deus; levar o Evangelho às nações e assim Deus suprirá todas as necessidades segundo as Suas riquezas na glória em Cristo Jesus (Filipenses 4:19). |
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